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Startup brasileira tem solução para monitoramento remoto de pacientes com COVID-19
Conheça o monitoramento remoto da COVID-19

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Por Prof. Dr. Geraldo Lorenzi Filho

  • O nível de oxigênio e a frequência cardíaca são monitorados usando oxímetro de alta resolução, conexão via smartphone e um APP.
  • Os dados vão para a nuvem e são disponibilizados remotamente em tempo real para a equipe médica.
  • A solução é ideal para pacientes com infecção respiratória por COVID-19 que ficam longe dos olhos dos médicos, tanto os que os que ficam em casa, como os pacientes internados em regime de isolamento no quarto hospitalar. A solução também pode salvar muitas vidas em hospitais de campanha.
  • A ferramenta permitirá a detecção precoce de deterioração respiratória, identificando de forma precisa os pacientes que precisarão ir de suas casas para o hospital, ou do quarto do hospital para a UTI.

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O problema

Na guerra contra o coronavírus, informação pode ser a diferença entre a vida e a morte. A infecção causada pelo COVID-19, em geral, não causa sintomas graves. No entanto, uma parcela dos pacientes evoluiu com insuficiência respiratória. Nesse momento a sobrevivência passa a depender de suporte respiratório, quer através de oxigênio administrado no hospital ou ventilação mecânica na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Nesse momento de pandemia com um número incalculável de cidadãos contaminados, o desafio é reconhecer, de forma precoce, quais pacientes, entre os que estão em casa, precisam ir para o hospital. Da mesma forma, é preciso saber, em tempo real, quais os pacientes que estão isolados em um quarto do hospital, que precisam ir para a UTI.

O protocolo atual indica que, caso o paciente não esteja em estado grave, mas tenha sintomas como febre, tosse e mal-estar e teste positivo para o vírus, seja observado em sua residência. Apesar dos riscos potenciais, não temos outra alternativa diante dessa pandemia. Só fica no hospital, caso o paciente já esteja com dificuldade para respirar. Caso o paciente esteja em casa e apresente piora no quadro, especialmente, falta de ar, é hora dele voltar ao hospital. 

O que estamos aprendendo com o COVID-19 é que a piora respiratória é muito rápida. Infelizmente, nunca sabemos qual paciente vai melhorar e qual vai piorar.

Temos essa semana o exemplo do primeiro ministro da Inglaterra Boris Johnson, que estava contaminado, mas seguia comandando o país de sua residência. Derepente, ouvimos que o primeiro ministro está internado na UTI. Normalmente não vemos esse tipo de evolução em outras infecções. É uma verdadeira roleta russa.

Pacientes com COVID-19 internados em quarto de isolamento podem ser um pesadelo. Nunca sabemos qual paciente se estabiliza com oxigênio e qual paciente, em questão de horas está em ventilação mecânica na UTI. A piora rápida da função respiratória após um longo período estável é algo que não estamos acostumados a ver em outras infecções. Por isso, precisamos ter mais informações de nossos pacientes em tempo real.

A solução

Há 15 meses, a Biologix desenvolveu e disponibilizou ao mercado um oxímetro de altíssima precisão, que identifica um problema grave da população – a apneia do sono.

O oxímetro é um monitor de oxigênio colocado, de forma simples, no dedo do paciente, que se comunica via bluetooth com o celular, por meio de um aplicativo. Os dados são enviados para a nuvem e analisados de forma automática. E os resultados são disponibilizados em uma plataforma da empresa. Muitos pacientes já estavam fazendo o diagnóstico de apneia do sono em sua própria residência utilizando essa tecnologia da Biologix.

Com o surgimento da COVID 19, a empresa identificou as demandas e percebeu a oportunidade de contribuir nessa guerra, ajustando a sua plataforma, antes usada para apneia do sono, desenhando-a, agora, para o monitoramento remoto e o recebimento dos dados dos pacientes com insuficiência respiratória causada pelo Coronavírus.

Os dados do nível de oxigenação do sangue e freqüência cardíaca do paciente derivados do oxímetro da Biologix são enviados, em tempo real, para a nuvem, e podem ser acessados em um computador remoto. Nesse modelo, o sistema tem a capacidade de disponibilizar os dados de um número ilimitado de pacientes.

Nosso oxímetro foi calibrado seguindo normas rigorosas, em Laboratório do Sono do InCor e conta com uma validação clínica do sistema, obtida após testes de polissonografia com 304 pacientes, ou seja, um número bem expressivo. O resultado é um oxímetro é de primeira linha. A Biologix já recebeu investimentos da FAPESP, do Einstein e de vários médicos que acreditaram na visão e capacidade da empresa.

A solução Biologix para o monitoramento respiratório em pacientes com COVID-19 tem duas versões:

1. Residência (Home): Pacientes que estão em casa com uma forma leve de infecção pelo COVID-19, mas que podem ter piora da função respiratória, como foi o caso do primeiro ministro da Inglaterra Boris Johnson. No modo residência as informações são obtidas 2 a 6 vezes por dia. O aplicativo ainda permite colocar dados do paciente, incluindo estado geral, temperatura, tosse, ou qualquer outro sintoma que passam a ser visíveis no monitor remoto.

 2. Hospital:  A solução Biologix propicia monitorização do nível de oxigênio e frequência cardíaca em tempo real para pacientes em quartos de isolamento no hospital, que ficam longe dos olhos da equipe médica.  Com a solução Biologix, as enfermarias ou hospitais de campanha só vão precisar de um computador dedicado que mostre, em uma única tela, o nível de oxigênio e a frequência cardíaca de todos os pacientes. A solução é simples, pode ser instalada imediatamente em qualquer enfermaria e, certamente, vai ajudar muito.

O oxímetro de alta resolução é conectado a pacientes internados em áreas de isolamento. Os profissionais são notificados em casos de alteração na saturação ou outros sintomas, sem a necessidade de permanecer na sala e estar em contato permanente com esses pacientes. Isso minimiza muito o contágio.

Capacidade para atender a demanda

A solução é acessível, simples e acurada. A próxima pergunta é: conseguirá a Biologix atender a explosão de demanda?

Nós já tínhamos um volume de produção de oxímetro definido para este ano, mas focado na apneia do sono. No entanto, os números estão sendo revisto. Estamos com nossos fornecedores trabalhando nesse projeto para a produção acelerada em grande escala. A equipe de tecnologia tem trabalhado de forma surpreendente. Todas as funcionalidades foram criadas em tempo recorde. Graças a um íntimo contato com as equipes médicas que atuam na ponta, o produto segue com melhorias contínuas. Nosso objetivo é sempre entregar soluções simples, e eficientes para a equipe de saúde que está no campo de batalha.

Prof. Dr. Geraldo Lorenzi Filho, Pneumologista da Faculdade de Medicina da USP, Diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração e co-fundador da Biologix

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