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Em ano de pandemia, exames do sono Biologix crescem 236%
O número de exames de janeiro a julho de 2019 foram 2.063; este ano, no mesmo período, saltou para 6.932

A pandemia da Covid-19 trouxe um relato muito comum nas conversas do dia a dia: dificuldades para dormir. Esses distúrbios do sono podem ser uma das explicações para o registro de aumento de 236% nos exames Biologix este ano. O diferencial da Biologix é que o paciente não precisa ir até um laboratório, sendo monitorado em sua própria casa.

A Biologix, uma startup de São Paulo, realizou de janeiro a julho de 2019 um total de 2063 exames do sono. Já este ano, considerando o mesmo período dos sete primeiros meses, o aumento foi expressivo, saltando para 6.932 exames realizados.

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Entre os fatores que explicam esse salto está a pandemia, já que os meses de junho e julho são os campeões no comparativo entre 2019 e 2020. Em junho do ano passado, foram 416 exames do sono ante 1.168 realizados no mesmo período de 2020 – o que representa um aumento de 180%. Já em julho de 2019, a Biologix realizou 568 exames do sono, enquanto este ano, nesse mesmo período, foram 1.782 – um salto de 213%.

De acordo com o CEO da Biologix, Tácito de Almeida, o número de exames deveria crescer naturalmente com o aumento da base instalada de sensores Oxistar, mas chegou a cair em março e em abril, período de início da quarentena no país. “Uma recuperação no número de exames também era esperada após o impacto inicial da pandemia, mas esta recuperação se deu forma muito acentuada, provavelmente devido à Covid-19”, afirmou.

Segundo Tácito de Almeida, os laboratórios e centros de sono foram fechados durante a pandemia e os médicos passaram a ver o exame da Biologix, realizado pela pessoa que será monitorada em sua própria casa, como uma alternativa muito importante para continuar atendendo os pacientes, de forma remota.

“Até os médicos que tinham alguma resistência ao exame da Biologix passaram a vê-lo como uma ferramenta prática e precisa. Entendemos que este é um movimento irreversível e o uso de todos os serviços de telemedicina e telemonitoramento será cada vez mais comum. O exame da Biologix, que se enquadra neste grupo de serviços remotos, vai se consagrar cada vez mais”, concluiu Tácito.

Recentemente, o médico pneumologista Dr. Geraldo Lorenzi Filho, que é membro da Biologix e Diretor do Laboratório do Sono do InCor do HCFMUSP, participou de um congresso da Resmed e apresentou esses números expressivos sobre aumento dos exames do sono, feitos em casa, como exemplo dessa tendência de busca pela telemedicina.

Sobre a Biologix

O fundador da empresa é o engenheiro elétrico e empreendedor serial Tácito de Almeida. Após vender sua empresa de monitoramento de máquinas agrícolas para uma multinacional americana líder mundial no setor, fundou a Biologix, em 2015. O objetivo foi trazer toda a tecnologia aprendida no setor agrícola para monitorar pacientes a distância e, para isso, Tácito buscou a expertise do Prof. Dr. Geraldo Lorenzi Filho, pneumologista e especialista em Medicina do Sono, professor associado da Faculdade de Medicina da USP e Diretor do Laboratório do Sono do InCor.  

A Biologix conta, hoje, com uma equipe de 22 funcionários e já recebeu dois aportes PIPE fase III da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). No final de 2019, a Biologix recebeu um aporte de um grupo de médicos, bem como do Hospital Israelita Albert Einstein.

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