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Apneia Obstrutiva do Sono e AVC
Apneia do sono é fator de risco para AVC

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Já é sabido o quanto os distúrbios do sono interferem em nossa qualidade de vida e aumentam o risco de doenças cardiovasculares, mas vamos entender melhor essa correlação falando de um distúrbio específico que é a Apneia do Sono e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), muito conhecida por nós como derrame.

Você sabe o que é Apneia? É uma doença muito comum, caracterizada pela obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, normalmente acompanhada da redução da saturação de oxigênio no sangue, seguida de um breve despertar para respirar. As principais manifestações durante o sono incluem ronco alto e frequente, pausas respiratórias, fragmentação do sono, levando a prejuízos diurnos incapacitantes, como sonolência excessiva diurna, alterações cognitivas e cefaleia matinal.


Agora vamos falar um pouco sobre o AVC. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. É uma doença que acomete mais os homens e é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo. Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Desta forma, é importante ficar atento aos sinais e sintomas e buscar atendimento médico imediatamente.


Existem 2 tipos de AVC, que ocorrem por motivos diferentes. O AVC hemorrágico e o AVC isquêmico.

Segundo publicado pelo Ministério da Saúde, no site http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/acidente-vascular-cerebral-avc, o AVC hemorrágico ocorre quando há o rompimento de um vaso cerebral, provando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar morte com mais frequência que o AVC isquêmico. Já o AVC isquêmico ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.

Fique atento aos fatores de risco para desenvolver o AVC: Hipertensão, sedentarismo, tabagismo, má alimentação. O AVC pode surgir em qualquer idade, mas homens de raça negra possuem maior tendência a desenvolver um AVC.

E qual a relação da Apneia com o AVC? Segundo estudos do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), a prevalência de distúrbios do sono em pacientes com AVC isquêmico é de aproximadamente 75% e com AVC hemorrágico, de 60%. E por que isso acontece? As quedas repetitivas nos níveis noturnos de oxigênio no sangue causadas pela Apneia podem resultar em hipóxia (baixa concentração de oxigênio) intermitente, que tem sido associada à inflamação sistêmica (que afeta todo organismo).

Se você apresenta sintomas como ronco alto e frequente, pausas respiratórias durante a noite, fragmentação do sono, sonolência excessiva diurna e alterações cognitivas e cefaleia matinal você pode ter apneia, e seu médico poderá solicitar exames para avaliar seu sono, fazer o diagnóstico completo e definir o tratamento mais indicado para você.

Uma opção é o Exame do Sono Biologix, que pode ser feito em casa, simples, prático, eficaz e validado clinicamente. Na hora de dormir, basta colocar o sensor no dedo e iniciar o exame no App Biologix. Ao acordar basta clicar em concluir exame para receber o resultado em segundos no seu e-mail. Essa é uma análise respiratória específica para apneia do sono.

Ou ainda, o diagnóstico pode ser feito por um exame chamado Polissonografia, mais complexo, realizado geralmente em um laboratório do sono, onde o paciente é monitorado por sensores que registram a passagem do ar pelo nariz e boca, a oxigenação sanguínea, frequência cardíaca, atividade cerebral e movimentos do tórax e de membros.

O tratamento da Apneia do Sono pode incluir dispositivos intraorais, aparelhos para auxílio respiratório e até mesmo cirurgia para desobstrução das vias aéreas superiores.
Para os casos graves, a melhor indicação é o CPAP, sigla em inglês para “Contiunous Positive Airway Pressure”. É um aparelho que através de uma máscara nasal ou facial fornece pressão contínua de ar que desobstrui as vias aéreas durante todo o período do sono. Vários estudos comprovam a ação benéfica do CPAP nos pacientes com Apneia. Ele ocasiona diminuição da pressão intratorácica, da hipóxia, da acidose e dos despertares, reduzindo as arritmias cardíacas, principalmente, a fibrilação atrial. Além de melhorar o ronco, o uso do CPAP reduz o risco de problemas cardiovasculares decorrentes da apneia e ronco.

portanto, é sempre válido reforçar que hábitos de vida saudáveis e uma noite de sono reparadora são fundamentais para a saúde. Ao menor sintoma busque orientação médica para que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos precocemente.

IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis neste blog possuem apenas caráter educativo.

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