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A importância da Odontologia na triagem e tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono
Saiba como a Odontologia atua no tratamento da Apneia do Sono

O sono reparador é essencial ao bem-estar. Muitas doenças podem ter sua origem ou agravamento devido aos diversos distúrbios do sono existentes. Um dos mais prevalentes é a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) caracterizada por paradas respiratórias que acontecem diversas vezes durante o sono.

Segundo trabalho realizado pelo grupo do Instituto do Sono de São Paulo em 2010, cerca de 1/3 da população avaliada apresentava AOS. Outro estudo publicado em 2019 mostrou que o Brasil possui por volta de 49 milhões de apneicos. Apesar da alta prevalência, a AOS é pouco diagnosticada (somente entre 10-15% dos portadores).

O cirurgião-dentista é um dos profissionais da saúde que mais tempo passa com o paciente. A maior parte dos tratamentos odontológicos demanda várias sessões, além de retornos regulares. Assim, inserir na anamnese questões sobre o sono ajudarão a desvendar possíveis doentes.

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Com o desenvolvimento dos oxímetros do sono, essa tarefa se tornou mais fácil e precisa. O exame contempla a saturação de oxigênio e frequência cardíaca do indivíduo durante o sono; casos de queda na concentração são sugestivos da presença da AOS.

Essa ferramenta, aliada aos questionários específicos, identificará pacientes que serão encaminhados para o tratamento, prevenindo uma miríade de doenças ocasionadas pela AOS.

E por falar em tratamento, a Odontologia contribui com vários deles. Desde o nascimento, a Odontopediatria orienta a amamentação: é o primeiro ato preventivo. Por meio do estímulo gerado pela sucção, o bebê também é induzido a respirar pelo nariz contribuindo ao adequado desenvolvimento facial. Um pouco mais à frente, a Ortodontia, por meio dos aparelhos ortopédicos/ortodônticos, atua modificando e/ou estimulando o padrão esquelético da criança/adolescente, o que auxilia no tamanho do espaço aéreo superior. Na fase adulta, a Odontologia do Sono trata a AOS através dos aparelhos intraorais, dispositivos usados durante o sono que permitem a passagem do ar sem interrupções. E tem ainda, para casos mais graves, a Cirurgia Ortognática. Esse procedimento, executado pelo cirurgião bucomaxilofacial, realiza avanço bimaxilar beneficiando a passagem respiratória.

Existem ainda outros tratamentos para a AOS como o CPAP, estimulação do nervo hipoglosso, fonoterapia, acupuntura, etc. O dentista que trabalha na área do sono deve conhecer as várias modalidades para melhor conduzir cada caso. A abordagem da AOS deve ser sempre multi-profissional. Essa equipe é formada por dentistas, médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, dentre outros.

O tratamento feito com aparelhos intraorais deve ser manejado por dentista capacitado, ou seja, que tenha uma formação específica nesse campo.

Por fim, a AOS é uma doença com enorme impacto na saúde, aumentando os riscos de infarto, arritmia, fibrilação, acidentes vasculocerebrais, depressão, disfunção erétil acidentes de trabalho e de trânsito. Diagnosticar precocemente é essencial para o início do tratamento e redução das inúmeras comorbidades acima citadas.

Por Dr. Walter Silva Júnior Cirurgião-dentista
Dentista do Sono certificado pela American Board of Dental Sleep Medicine
Doutor em Sono pelo HRAC USP/Bauru

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É de extrema importância o diagnóstico da Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) utilizando a polissonografia como método. Uma opção é o Exame do Sono Biologix, uma polissonografia tipo IV, um exame para se fazer em casa, simples, prático e eficaz, sem a necessidade de dormir em um laboratório do sono.

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