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Sono na mulher
Sono na mulher: entenda as particularidades

O sono afeta diretamente a qualidade de vida, a saúde e o desempenho para exercer atividades do dia a dia em qualquer indivíduo, e por isso é fundamental ter um sono de qualidade.

A curto prazo, uma noite de sono ruim causa cansaço, sonolência diurna, dores de cabeça, além de maior propensão a cometer erros e a se envolver em acidentes, por causa de dificuldades de memória, concentração e controle motor. Mas quais são as consequências, a longo prazo, da má qualidade no sono?

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Neste artigo abordaremos a qualidade do sono nas mulheres, reconhecido como indicador de saúde e de qualidade de vida.

Segundo CENSO de 2018 do IBGE, a expectativa de vida da mulher no Brasil era de 79,9 anos.  A maioria das mulheres agora vive o suficiente para entrar na menopausa e pode esperar viver pelo menos mais 30 anos além de seu período menstrual final. Considerando que o período do climatério na mulher em geral varia dos 40 aos 65 anos, ela passa uma boa parte da vida nesta fase. Muitas mulheres passam pela transição da menopausa com poucos ou nenhum sintoma, enquanto uma pequena porcentagem de mulheres sofre de sintomas graves o suficiente para interferir em sua capacidade de desempenhar suas atividades de rotina. As queixas comuns incluem ondas de calor, suores noturnos, insônia, alterações de humor, fadiga e sonolência diurna excessiva.

O Climatério é caracterizado como o período transitório entre a vida reprodutiva e a não reprodutiva da mulher, e é durante essa fase, por causa do desequilíbrio hormonal e da queda na produção de estrogênios, que são hormônios associados com a regulação do sono da mulher, que ocorrem os distúrbios do sono. As ondas de calor e suores que acompanham o desequilíbrio hormonal também podem ocorrer à noite e perturbar o sono. É importante estar atento à frequência desses episódios para que o distúrbio não se transforme em crônico. A higiene do sono na transição para a menopausa tem um papel importante neste sentido, bem como os exercícios físicos.

Segundo artigo Sleep and Women’s Health, publicado pela PubMed Center em 2015,no site https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4327930/, além do período do climatério, o sono das mulheres é afetado em outras fases da vida por diversos fatores como variações nos hormônios reprodutivos, estresse, depressão, envelhecimento, transições vida / papel (gestação e pós-parto).

Os eventos do climatério duram em média três minutos e se intensificam durante a noite, levando a despertares frequentes que determinam a fragmentação e perda da qualidade do sono. Durante o climatério, além dos sintomas típicos de fogachos, sudorese noturna, dores musculares, dor de cabeça, redução da libido, alterações de humor, surge uma queixa muito negligenciada pelos médicos, a insônia ou até mesmo apneia obstrutiva do sono.

A insônia é um distúrbio caracterizado como a dificuldade em iniciar e/ou manter o sono, manter-se dormindo ou acordar antes do horário desejado, presença de sono não reparador, ou seja, insuficiente para uma boa qualidade de alerta e bem-estar físico e mental durante o dia, com o consequente comprometimento do desempenho nas atividades diurnas. Calcula-se que a insônia acomete 60% das mulheres no climatério.

Segundo artigo Major sleep disorders among women: (women’s health series), publicado pela Southern Medical Association em 2013 no site https://sma.org/southern-medical-journal/article/major-sleep-disorders-among-women-womens-health-series/, as mulheres têm uma incidência maior do que os homens de insônia e depressão relacionadas à falta de sono. As mulheres são mais propensas do que os homens a reclamar de insônia, dor de cabeça, irritabilidade e fadiga do que os sintomas “típicos” de ronco alto e interrupção da respiração durante o sono, porém a mortalidade cardiovascular é alta em mulheres com apneia obstrutiva do sono.

Para driblar a insônia nesse período, os especialistas recomendam adotar a higiene do sono. Veja algumas dicas:

  1. Deitar-se e levantar habitualmente nos mesmos horários, mesmo nos fins de semana;
  2. Praticar atividades físicas, de preferência pela manhã ou à tarde;
  3. Evitar bebidas estimulantes à noite, como café, chá-preto, refrigerante ou energético;
  4. Jantar mais cedo e priorizar refeições leves;
  5. Evitar o consumo de bebidas alcóolicas;
  6. Diminuir a exposição à luz durante à noite;
  7. Manter o quarto livre de luzes ou ruídos;
  8. Um banho quente;
  9. Fazer atividades relaxantes à noite, como ler, pintar, bordar, escutar música calma e meditar.

Lembre-se: se a dificuldade para pegar no sono ou mantê-lo ao longo da madrugada se tornar persistente, converse com o médico. Há tratamentos especialmente destinados a corrigir a situação.

A apneia do sono é uma condição cada vez mais comum, mas muitas vezes não percebida ou não tratada, e em mulheres nem sempre se manifesta com os clássicos roncos noturnos. Os sintomas associados além do ronco são: sonolência diurna excessiva, fadiga, enxaqueca, depressão, ansiedade, taquicardia… Daí seu difícil diagnóstico diferencial.

A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é uma doença caracterizada pela obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, normalmente acompanhada de ronco alto e frequente e da redução da saturação de oxigênio no sangue, seguida de um breve despertar para respirar. 

À primeira vista, pode parecer uma doença fácil de diagnosticar. No entanto, nem sempre é o caso; pelo menos não no sexo feminino. Pois as características mudam, o ronco em mulheres é mais leve, o som é mais discreto do que o dos homens, e os eventos são mais curtos, o que significa que em muitos casos não é detectado pelo parceiro de cama nem pela própria paciente.

Mas os efeitos causados pela apneia podem ser até mais intensos em mulheres, como enxaquecas, tonturas, sonolência diurna excessiva, fadiga, alterações cognitivas, perda da produtividade e alterações de humor, que podem levar à ansiedade e depressão.

Alguns fatores influenciam o surgimento de apneia do sono em mulheres, como: gravidez, obesidade e menopausa.

Na gravidez o útero em crescimento faz com que o diafragma se eleve, alterando ligeiramente a mecânica pulmonar.

O excesso gordura corporal favorece a obstrução das vias aéreas, e consequentemente a apneia do sono.

E na menopausa, além do acúmulo de gordura na região do pescoço, também acontece a diminuição da produção de estrogênio e progesterona, que são os hormônios reguladores do sono, como falamos anteriormente.

A longo prazo as consequências da apneia do sono são potencialmente graves e mortais, o que reforça a necessidade de ser diagnostica e tratada o quanto antes.

A condição pode agravar ou causar:

  • Doenças cardiovasculares (Insuficiência cardíaca, batimentos cardíacos irregulares (arritmia), infarto; hipertensão);
  • Diabetes;
  • Acidente Vascular Cerebral (Derrame);
  • Enxaqueca;
  • Distúrbios cognitivos como dificuldade de memória, concentração e atenção;
  • Ganho de peso;
  • Demência (Mal de Alzheimer);
  • Depressão, e outras.

Para o diagnóstico, a polissonografia é o exame de escolha para avaliar o distúrbio que possa estar interferindo na eficiência desse sono, além de um exame clínico detalhado e um exame físico.

Além daquele já conhecido exame de dormir no hospital, cheio de equipamentos não tão amigáveis, existe a opção do Exame do  Sono Biologix, que é uma polissonografia tipo 4, com canais de saturação de O2, frequência cardíaca, actimetria e ronco (usando o microfone do celular) um exame para ser realizado em casa, simples e fácil de usar. Usado por profissionais da saúde para diagnóstico e tratamento da apneia do sono.  Na hora de dormir, basta colocar o sensor no dedo e iniciar o exame no App Biologix. Ao acordar clicar em concluir exame e imediatamente o resultado estará disponível no portal de exames.

Para o Tratamento da apneia do sono deve-se levar em consideração o grau dessa apneia. Nos casos graves, o recomendado como padrão ouro, é o CPAP (equipamento respiratório de pressão positiva), pois além de melhorar a qualidade de vida, reduzem o risco de acidentes vasculares cerebrais e problemas cardiovasculares. Esta terapia mantém a pressão adequada das vias aéreas; não apenas reverte imediatamente a apneia, mas também diminui a sonolência aumentando a qualidade de vida, o estado de alerta e melhorando o humor.

Uma alternativa frequentemente implementada ao CPAP, para pessoas com apneia leve ou moderada, envolve o uso de aparelhos intraorais (AIO) projetados para avançar a mandíbula para frente, o que ajuda a reduzir os quadros obstrutivos das vias aéreas superiores. Embora seja necessário um período de adaptação, controles periódicos e ajustes, as pessoas costumam ter muita facilidade com o uso do aparelho intraoral.

 A terapia de reposição hormonal também ajuda a melhorar a qualidade do sono nas mulheres em menopausa, mas é importante conversar com o ginecologista para avaliar riscos e benefícios deste tipo de tratamento, levando-se em conta o histórico de cada mulher. Além de perda de peso, para diminuição da circunferência da barriga.

também é relevante pontuar mudanças no estilo de vida, como horários regulares para dormir e acordar, a prática dos exercícios físicos pela manhã, refeições leves no jantar, praticar atividades relaxantes e suspender uso de álcool e tabaco.

Portanto vimos que as mulheres são particularmente vulneráveis a distúrbios do sono, por conta da transição para a menopausa ou oscilações hormonais, dessa forma precisa de orientação qualificada sobre a quantidade e qualidade do sono.

Para concluir, tenhamos em mente que cerca 85% dos pacientes com apneia do sono no mundo não tem diagnóstico da doença, por isso é importante que os médicos e os pacientes reconheçam e lidem com os primeiros sinais e sintomas da apneia obstrutiva do sono.

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