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Depressão e Apneia Obstrutiva do Sono
Entenda qual a relação da depressão e apneia do sono

Depressão é um diagnóstico sindrômico, um conjunto de sinais e sintomas que engloba um grupo heterogêneo de doenças.

Os quadros são variáveis quanto a gravidade e grau de incapacitação (de leve a grave), número de episódios (episódio único, recorrente e crônico), primários ou secundários a outros diagnósticos (neurológicos, distúrbios hormonais por exemplo) ou ainda em comorbidade com outros transtornos psiquiátricos.

Faz parte de uma boa anamnese investigar o sono. Frequentemente observa-se queixas tanto na quantidade de horas dormidas quanto na qualidade do sono com queixas de dificuldade na conciliação do sono, insônia terminal, múltiplos despertares, de sonolência diurna e sensação de cansaço ao despertar.

As queixas em relação ao ciclo de sono podem preceder o transtorno depressivo, mas também podem ser secundários ao quadro ou ainda agravar-se após o início do quadro depressivo e de seu tratamento devido ao uso da medicação, especialmente se drogas sedativas foram prescritas.

Os dados existentes sobre Apneia Obstrutiva do Sono mostram tratar-se de problema altamente prevalente e frequentemente não diagnosticado. Afeta mais homens que mulheres e os fatores de risco principais são obesidade, história familiar, anormalidades anatômicas das vias aéreas superiores, hiperlipidemia, intolerância a glicose, uso de álcool, tabagismo e diminuição de progesterona pós menopausa.

A população com depressão apresenta uma maior probabilidade de apresentar Apnéia Obstrutiva do Sono assim como existe maior frequência de diagnósticos de depressão na população com Apnéia Obstrutiva do Sono. 

Quais os fatores envolvidos? Há várias propostas de mecanismos subjacentes. O sono fragmentado assim como a própria depressão pode provocar múltiplos despertares com desregulação da atividade do Sistema Simpático e desregulação do eixo hormonal hipotálamo-hipófise-adrenal. Isso levaria tanto a inflamação como a alterações nos neurotransmissores. O tratamento medicamentoso da síndrome depressiva, por sua vez, pode provocar aumento do peso, causar ou piorar síndromes metabólicas. Medicamentos sedativos, antidepressivos ou aqueles usados para melhorar o padrão de sono, podem piorar a obstrução ao fluxo de ar pelo aumento da flacidez e relaxamento do palato mole causando sua vibração e consequente ronco.

A hipoxia crônica intermitente tem uma ligação estreita com sintomas depressivos e com alterações cognitivas (prejuízo da atenção, vigília, velocidade do processamento da informação), tem alta prevalência e deve ser sempre investigada.

Antigamente, quando apenas havia disponibilidade da polissonografia em laboratório de sono, existia muita resistência à investigação por dificuldades inerentes ao exame. Hoje em dia, com a possibilidade de realização do exame simplificado sem fios e em ambiente doméstico, não deve haver justificativa para o psiquiatra deixar de investigar, diagnosticar e reavaliar, durante o uso de medicação para depressão, as alterações de sono relacionadas à Apneia Obstrutiva para indicar o tratamento adequado em benefício de seu paciente.

Por Dra. Valeria Lauriano – Psiquiatra
Médica pela FMUSP
Psiquiatria pelo IPq HC FMUSP
Doutorado pela FMUSP
CRM 61818 RQE 15580

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